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Atualizado em: 
qua, 23/11/2022 - 17:16

Juliana Ferris também apresentou, no Congeps, o trabalho da Dataprev em análise de risco, que gera bilhões em economia ao Estado

Superintendente destaca fator humano e tecnologia na concessão de direitos aos cidadãosSempre colocando o “fator humano” como preponderante frente aos desafios de transformar dados em resultados para o Estado, a superintendente de Produtos de Dados e Análise (SUDA) da Dataprev, Juliana Ferris, fez sua participação no Congresso Internacional de Gestão da Previdência Social (Congeps), na última quinta-feira (17). “Os dados trazem as informações, mas o que faz a diferença é a tomada de decisão de equipes – técnicos e gestores – ao analisarem os resultados de um processamento”.  
 
A gestora partiu da missão e valores da empresa para trazer números que destacam o papel central dos dados na eficácia de soluções fornecidas pela Dataprev. “Sejam de caráter assistencial, trabalhista ou previdenciário, lidamos com dados relativos a 256 milhões de cidadãos, considerando-se que pessoas falecidas também estão nesses bancos de informações e fazem parte do processo. Quando vamos para as características desses indivíduos, estamos falando de mais de 35 bilhões de informações”, observou. 
 
Juliana Ferris descreveu como as soluções desenvolvidas pela empresa lidam com esse volume de dados. “Como operadora, a Dataprev recepciona e armazena dados de origens distintas, sob o conceito de Big Data. A fase seguinte, de integração de dados com o objetivo de disponibilizá-los para novas soluções e análises, está ligada a técnicas como Data Mining, sempre considerando questões relativas à segurança da informação, no sentido mais amplo, desde aspectos físicos até aqueles de propósito do uso desses dados”, explicou. 
 
Case de sucesso 
 
Após falar do volume e dos cuidados com os dados, a superintendente apresentou o Auxílio Emergencial como exemplo no uso de informações para a aplicação de uma política pública bem-sucedida. “Em seis dias fizemos o pagamento para milhões de pessoas. Isso foi possível porque aquele era um sistema em aprimoramento há 40 anos. A gente já vinha, em parceria com nossos clientes, montando esse conjunto de dados”, disse, referindo-se ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). 
 
Ferris descreveu que foi montada uma base analítica, cruzando informações sobre todos os brasileiros, com dados oriundos do CNIS e de outras diversas bases governamentais. “Isso para que pudéssemos chegar ao resultado de beneficiar diretamente e com acurácia mais de 118 milhões de cidadãos”, afirmou. 
 
Ação preventiva 
 
Outro aspecto fundamental no emprego de dados destacado pela superintendente é relativo à análise de risco, sobretudo na concessão de benefícios. Juliana Ferris revela que, com o conhecimento das equipes técnicas e de negócios, e com o uso de tecnologias como Data Lake e Analytics, tem sido possível no processamento a detecção preventiva de inconsistências, não conformidades e indícios de irregularidades que geraram uma economia bastante expressiva aos cofres públicos. 
 
Superintendente destaca fator humano e tecnologia na concessão de direitos aos cidadãos“São, por exemplo, parcelas do Seguro-Desemprego, Abono Salarial, Benefício Emergencial (TAC e Taxista) e Seguro-Defeso, que não foram pagas indevidamente graças a esse trabalho de detecção preventiva. O volume de bloqueios soma bilhões em recursos que podem ser reaplicados na execução de políticas sociais. No entanto, reforço: não basta ter dados e tecnologia, é necessário ter o conhecimento do negócio. Precisa de pessoas, sempre”, frisou a especialista. 
 
Congeps 
 
Também participaram como conferencistas do painel “Transformando Dados em Resultados para o Estado’’, o coordenador-geral de Administração de Informações de Segurados do INSS, Roberto Dal Col Filho; o secretário de Controle Exterior da Previdência, do Trabalho e da Assistência Social do Tribunal de Contas da União (TCU), João Ricardo Pereira; e o diretor-presidente do BB Previdência, Éder Faria. O debate foi mediado pelo professor e coordenador do mestrado em Gestão Pública, da Universidade de Brasília (UnB), Celso Vila Nova. 
 
Promovido pelo INSS em parceria com o Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e o TCU, o Congresso Internacional de Gestão da Previdência Social seguirá até sexta-feira (18). A Dataprev é patrocinadora do evento em conjunto com os Correios e a Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps). Dois mil congressistas participam do Congeps, com a participação de mais de 15 países de forma presencial e on-line. São mais de 40 palestrantes nacionais e internacionais.