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Atualizado em: 
sex, 19/05/2023 - 12:07

Encontros mensais com especialistas vão tratar de aspectos relacionados à transformação digital em todas as suas dimensões, buscar inovações e a integração de iniciativas de políticas públicas

Tela de TV com os dizeres Clube do Poire Digital, com pessoas em mesa de reunião ao fundo Um encontro mensal para discutir temas estratégicos e inovadores, que não teriam espaço na agenda cotidiana mas que podem produzir grande impacto a longo prazo, com um grupo de especialistas de alto nível em diferentes áreas relacionadas à produção de conhecimento, tecnologias digitais, políticas públicas. É assim o Clube de Poire Digital, criado este mês pela Dataprev.

O nome do encontro homenageia o Clube do Poire formado por parlamentares, que durante anos se reuniram no restaurante Piantella, em Brasília, em torno do deputado Ulysses Guimarães – um apreciador da aguardente francesa feita de pera. Se lá discutiam caminhos para a redemocratização do Brasil, na Dataprev a pauta parte da transformação digital com tudo que ela possa implicar: regulamentações, geopolítica, segurança, relações de trabalho, propostas para resolver demandas de políticas públicas de emprego, saúde, educação, direitos humanos, entre outros temas. Inclusive e principalmente abordagens não previstas, de onde surgem geralmente inovações relevantes.

“A referência ao Clube do Poire de Ulysses Guimarães é uma inspiração democrática e um reconhecimento da importância da experiência, da confiança e da conversa franca para buscar novas ideias e soluções para problemas complexos do país”, explica o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.

O Clube do Poire Digital terá composição enxuta, com poucos integrantes, para que todos possam efetivamente conversar e interagir de forma produtiva. Na sua primeira edição, realizada no dia 10 de maio, foram nove participantes, que discutiram o que seria para o Brasil “um bom futuro digital” e os principais desafios globais da atualidade.

Pessoas em volta de mesa de reunião na sede da Dataprev em BrasíliaNesse sentido, apontaram a necessidade de uma governança para as ações relativas à transformação digital que possa ir além da camada da gestão da internet. Também destacaram a urgência de incorporar o tema de forma transversal e indissociável das demais áreas das políticas públicas, especialmente na questão amazônica e na redução das desigualdades. Do ponto de vista global, ressaltaram as relações da tecnologia com a Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: mudanças climáticas, segurança alimentar, transição energética, reestruturação produtiva.

Estiveram presentes, além do presidente da Dataprev, o secretário de Governo Digital no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), Rogerio Souza Mascarenhas; o professor Virgilio Almeida, do Departamento de  Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, que atua também no Centro Berkman Klein para Internet e Sociedade, da Universidade Harvard, e na USP; o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), Carlos Affonso Pereira de Souza; Lívia Sobota, diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE); o diretor da Escola de Inteligência (Esint) da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Marco Cepik; a assessora especial do  MGI, Miriam Barbuda Fernandes Chaves; a secretária-executiva do MGI, Cristina Kiomi Mori; e o gerente de Projetos da Secretaria Extraordinária para Transformação do Estado do MGI, Guilherme Alberto de Almeida.

Os encontros incluem apresentações temáticas, seguidas de jantar, durante o qual correm os debates. Os conteúdos abordados são depois consolidados em um resumo técnico para distribuição entre os participantes. Todos podem trazer ao clube convidados que julguem capazes de contribuir de forma permanente ou pontual nos encontros.

*Com texto de Verônica Couto, especial para a Dataprev