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Atualizado em: 
seg, 18/10/2021 - 04:49

Palestrante fundou organização especializada e recebeu reconhecimento na ONU por solução e tratamento dado a descarte eletrônico

O que a mídia de CD, o celular e o exame de radiografia têm em comum? Depois que não têm mais uso, esses materiais podem ser transformados em novos produtos pela indústria. Na última sexta-feira (15), data em que é comemorado o Dia do Consumo Consciente, a Dataprev convidou a organização “Programando o Futuro” para falar com os colaboradores sobre reaproveitamento sustentável de eletroeletrônicos.

Por ano, cerca de 50 milhões de toneladas de produtos, como TVs, celulares, fones de ouvido, geladeiras e computadores, viram lixo, segundo estudo da Universidade das Nações Unidas publicado no ano passado. Menos de um quinto dos resíduos foi reciclado em 2019. Inciativas como a de Vilmar Simion, palestrante e fundador da entidade convidada, tentam minimizar esse “alerta vermelho do planeta”.

Há 20 anos à frente da Programando o Futuro, ele lembrou uma foto que viu de uma criança brincando com um notebook quebrado em um dos maiores lixões do mundo, em Acra, capital de Gana. Naquele momento, decidiu ampliar seu engajamento na causa socioambiental. Atravessou o Atlântico para ver de perto a realidade do país africano.

Recondicionando computadores

“No lixão, tinham crianças em idade escolar fora da escola trabalhando. Além de estarem fora da escola, as crianças ficavam expostas ao tempo. Elas não usavam nenhum equipamento de proteção como luva, máscara, bota, óculos. É um entreposto de mão de obra desumana e escrava”, lamentou. Na volta ao Brasil, amadureceu o projeto da “Programando o Futuro”.

A entidade trabalha, basicamente, em duas frentes. Uma delas são os centros de recondicionamento de computadores (CRCs), programa feito em parceria com o Governo Federal. As máquinas que não são mais usadas pelo serviço público passam por uma reforma e ganham nova vida útil para alunos de escolas públicas, além de jovens que buscam qualificação profissional na área de informática.

"No dia em que recebemos o primeiro lote de equipamentos, entendemos duas coisas. A primeira é que, quando um órgão público descarta equipamentos, na sua grande maioria, são lotes grandes”, afirmou Vilmar (Na foto, abaixo e à direita, ao lado de Lelis Getulio e Corinto Meffe, da Dataprev). A Dataprev possui um programa de doação de bens em alienação. Esse programa é realizado em parceria com a Programando o Futuro e acontece desde 2015. Instituições públicas, prefeituras e entidades sem fins lucrativos de vários pontos do Brasil já se beneficiaram dessa iniciativa.

Vida útil e nova destinação

Outra frente de trabalho é o recebimento de eletrônicos e eletrodomésticos pós-consumo. O que viraria lixo e poderia ser descartado em locais inadequados, é reciclado ou reaproveitado. “Os equipamentos têm vida útil. Quando não funcionam mais, eles precisam de uma destinação”, afirmou o palestrante, que foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, pela solução para tratamento de lixo eletrônico.

De acordo com ele, nem sempre esses equipamentos são descartados, às vezes, ficam em casa por anos, “escondidos em guarda-roupa, gavetas do rack da sala e até debaixo da cama”. Ele trouxe uma curiosidade aos participantes ao falar sobre o exame de imagem que é feito para identificar alguma fratura. “A radiografia não é uma impressão de papel comum. Ela é uma camada de plástico, que utiliza metais pesados para fazer a revelação: o chumbo e a prata. É um lixo eletrônico”, explicou.

Economia circular

“No Brasil, criamos um novo ciclo, o sistema da logística reversa. Antes, empresas pegavam a matéria-prima da natureza e fabricavam os produtos. Agora, mandamos o lixo eletroeletrônico para as indústrias que fazem a reciclagem e elas transformam em matéria-prima”, resumiu o que chama de economia circular.

Os resíduos podem ser entregues voluntariamente em pontos de coleta e a cooperativas. Há ainda a opção de recolhimento pela própria entidade. Quando os equipamentos chegam aos espaços de reciclagem, passam por uma triagem e são separados conforme os tipos de materiais contidos em cada. “O policarbonato presente na mídia de CD vira uma lanterna de carro, por exemplo”, disse o palestrante.

Serviço

Organizada pela Coordenação de Responsabilidade Socioambiental da Dataprev, a palestra também contou com um quiz que revelou os conhecimentos dos participantes em relação à sustentabilidade. A brincadeira teve cinco perguntas e cada um teve trinta segundos para respondê-las.

Quem precisa descartar eletrônico ou eletrodoméstico, pode entrar em contato com a ONG pelo telefone (61) 3559-1111 ou pelo e-mail doeseucomputador@gmail.com.